Exposição retrata vida e obra de irmã Dulce
Aberta nesta
terça-feira (08, prossegue até sexta-feira ( 11) , no salão paroquial da Igreja São
José, um exposição sobre a vida e obra da irmã Dulce. Ela nasceu em Salvador e dedicou
sua vida a ajudar os pobres. Aos nove anos já recolhia pessoas carentes e colocava no
porão da sua casa. Há 67 anos, iniciou vida religiosa em Sergipe, mais precisamente no
convento do Carmo na cidade de São Cristóvão. Irmã Dulce morre em Salvador em 13 de
março de 1992, mas o seu trabalho assistêncial continua sendo desenvolvido pela
Associação de Obras Sociais Irmã Dulce, com sede em Salvador, que hoje é dirigida por
sua irmã, também chamada Dulce Lopes Pontes.
A exposição que está percorrendo o país, e após
passar pelos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo horizonte, chega a Sergipe como
primeiro Estado do Nordeste a expor o acervo, permanecendo aqui por quatro dias, seguindo
para o município de São Cristóvão no próximo dia 15, sendo coordenada pelo membro da
Comissão em Prol da Beatificação da Irmã Dulce, Osvaldo Gouveia. Conforme ele, o
objetivo da mostra é levar para o Brasil inteiro um pouco da vida e trajetória da irmã
Dulce. "Optamos por Aracaju como primeira cidade do Nordeste a sediar a mostra porque
a formação da irmã Dulce tem uma ligação muito estreita e importante com
Sergipe", disse ao informar que após passar por São Cristóvão a exposição
seguirá para Fortaleza e depois Recife.
Ele declarou que a mostra retrata a trajetória da irmã
Dulce desde o seu nascimento até a sua morte e um pouco da obra por ela deixada. "Na
realidade o nosso grande objetivo é levar ao Brasil um pouco da importância da irmã
Dulce e mostrar os passos que são necessários para a beatificação" falou ao
frisar que a beatificação é importante para a obra iniciada por ela, porque como
fundadora, ao alcançar a beatificação reforçará o trabalho que ainda é realizado na
Bahia, sendo importante para a Bahia porque seria a primeira santa baiana, e para o Brasil
porque a irmã Dulce é tida como a mãe dos pobres.
Conforme Osvaldo, desde os nove anos de idade, irmã
Dulce doou-se à causa assistêncial, quando a grande maioria das crianças estavam
brincando, procurando os folguedos naturais da idade, ela já estava preocupada com os
problemas sociais. "A questão da beatificação só vem reforçar muito mais esse
aspecto humanístico e social de irmã Dulce" Destacou, ao acrescentar que o processo
de beatificação foi iniciado em julho do ano passado, quando Dom. Geraldo Magela,
arcebispo da Bahia, oficializou o processo. Ele afirmou que a esperança da comissão e
que a beatificação seja alcançada. "A tendência é que uma boa parte dos
candidatos a santo consigam, embora o processo seja muito longo, tendo alguns que duram
séculos e outros apenas de cinco a dez anos", salientou.
Osvaldo informou que a comissão está trabalhando agora
na fase de recolhimento de material e coleta de depoimentos pelo Tribunal Eclesiástico.
"Estamos na fase de transição que é o recolhimento do relato das graças, onde
precisamos encontrar numa dessas graças um que a ciência considere como extraordinária.
Para se caracterizar como uma graça e nós possamos encontrar um milagre para justificar
a beatificação dela ele tem que ser instântaneo, duradouro e não explicado pela
medicina", afirmou.
De acordo com ele, a justificativa da presença da
exposição em Sergipe se dá porque a irmã Dulce iniciou a vida religiosa dela aqui.
Apesar de ter nascido na Bahia e lá ter dado os primeiros passos enquanto ação social,
foi em Sergipe, na cidade de São Cristóvão, que ela encontrou o alento e sua base
inicial de fé para iniciar sua vida religiosa. Aqui ela chegou em oito de dezembro de
1933 e saiu no dia 15 de agosto de 1934. "Em várias correspondências que hoje
guardamos da irmã Dulce ela descreve a chegada dela à Sergipe", ressaltou.
Dulce Lopes Pontes, irmã da irmã Dulce, tem
acompanhado de perto essa exposição que está percorrendo o país. Para ela, é
importante o trabalho que a comissão está fazendo em prol da beatificação da sua
irmã, realizando essa mostra, importante para o povo conhecer quem foi irmã Dulce, o seu
trabalho, seu carinho e amor pelos pobres. Ela afirmou que pela doçura, bondade e
principalmente pelo trabalho da irmã Dulce, tem a certeza de que a beatificação será
alcançada.
Representando o governador do Estado Albano Franco, na
abertura da mostra, a secretária Adjunta da Cultura, Maria Antônia Maia D'Ávila
declarou que essa exposição tem uma grande importãncia por retratar a vida e obra da
irmã Dulce que é conhecida no Brasil inteiro e inclusive no exterior. "É uma
oportunidade que nós sergipanos temos de conhecer o que realmente foi a obra da irmã
Dulce, uma pessoa extraordinária que dedicou toda a sua vida aos mais necessitados. Eu
acho que Sergipe só tem a ganhar com a vinda dessa mostra para o Estado", disse.
Conforme ela, é um orgulho para o Estado o fato da
irmã Dulce ter iniciado sua vida religiosa em Sergipe, principalmente por ela ter ficado
conhecida em todo o país. "Nós sergipanos temos o privilégio e o orgulho de tê-la
aqui em sergipe, mais precisamente em São Cristóvão, iniciando sua obra",
concluiu.
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